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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Quero me tornar uma pessoa bonita


Todos os dias e em todos os momentos, as pessoas caminham sem se dar conta de que revelam no rosto e no corpo tudo aquilo que já viveram. Esse desnudamento pode ser embaraçoso e até mesmo assustador. Que coisa terrível!

Desde nosso nascimento, tudo o que pensamos e falamos, todas as nossas ações e intenções, tudo isso molda nosso corpo, nossa mente, nosso ser. Basta um simples olhar e toda nossa caminhada, etapa por etapa, nitidamente se revela para aqueles que sabem ver.

Depois dos quarenta anos de idade, somos responsáveis por nosso rosto. Teria sido dito por Lincoln?! De fato, é por volta dos quarenta anos que a face e o corpo, esculpidos lentamente desde o nascimento por cinzéis invisíveis, revelam o que nem roupas nem maquiagem podem esconder.

O professor Aizu Yaichi* escreveu certa vez a um desconhecido: Meu caro amigo: em cada circunstância, agindo e pensando com tranqüilidade, atenção e o coração em paz, espero tornar-me uma pessoa bonita. São palavras comoventes. Também te desejo ardentemente envelhecer desse modo.



Livro: Para uma pessoa bonita – Contos de uma mestra Zen

Autora: Shundo Aoyama Rôshi – Prefácio da Monja Coen

*Aizu Yaichi (1881- 1956) – também conhecido como Shûsô Dojin, poeta de Tanka, historiador de arte e calígrafo. Tanka significa literalmente poesia curta. São poemas de 31 sílabas, contínuas de cinco linhas na seguinte formação: 5-7-5-7-7.


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