Textos, poesias, crônicas, frases, enfim tudo que li e gostei, porque me tocou, me fez pensar, me emocionar, refletir, rir, chorar...
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segunda-feira, 17 de maio de 2010
O tempo
" O tempo não cura tudo. Aliás, o tempo não cura nada, o tempo apenas tira o incurável do centro das atenções!..."
sábado, 8 de maio de 2010
*Evitar a raiva e as discussões
Nenhuma união pode durar para sempre. Elas sempre acabaram em separação. Somos como habitantes de diferentes lugares que se juntam aos milhares e até dezenas de milhares, em um grande mercado ou em um festival religioso importante, mas logo se separam de novo quando todos voltam para casa.
Seja qual for o relacionamento afetuoso que usufruímos agora — professores e discípulos, mestres e atendentes, patronos e seus protegidos, companheiros espirituais, irmãos e irmãs, maridos e esposas — não há como evitar a separação. Não podemos nem mesmo ter certeza de que a morte ou outro evento terrível não nos separará de repente, neste instante.
Visto que companheiros espirituais, casais e outras relações podem se separar inesperadamente, a qualquer momento, seria melhor evitarmos a raiva e as discussões, as palavras ríspidas e as brigas. Não sabemos por quanto tempo estaremos juntos. Assim, deveríamos decidir ser carinhosos e afetuosos pelo curto tempo que nos resta. Como disse Padampa Sangye:
Famílias são tão efêmeras quanto uma multidão no dia de feira;
Não discutam ou briguem, povo de Tingri!
Patrul Rinpoche (Tibete, 1808-1887)
“As Palavras do Meu Professor Perfeito“, 1ª parte | cap. 2 | V
*Retirado do Blog: http://samsara.blog.br/
terça-feira, 27 de abril de 2010
Autoproteção
À autoproteção moral faltará estabilidade, na medida em que permaneça como uma rígida disciplina, reforçada por uma luta de motivações e hábitos conflitantes de conduta e pensamento. Os desejos passionais e as tendências egoísticas provavelmente atingirão maior intensidade se se tentar silenciá-los por pura força de vontade. Mesmo que alguém temporariamente seja bem sucedido em dominar os impulsos passionais ou egoísticos, o insolúvel conflito interior lhe impedirá um progresso moral e espiritual e lhe atingirá o caráter. Além disso, a desarmonia interior, causada por uma forçada supressão dos impulsos, buscará saída na conduta externa e tornará o indivíduo irritável, recalcado, dominador e agressivo para com os outros. Assim o mal poderá não só atingi-lo, mas também aos outros, em virtude de um método errado de autoproteção.
*Trecho do livro:
Budismo : Psicologia e Autoconhecimento
Autor Dr. Georges da Silva & Rita Homenko
Página 114
terça-feira, 30 de março de 2010
* Aos que sofrem uma desilusão amorosa
Às vezes, parece que levaram nosso amor embora. Não é verdade. Penso ser como a inteligência: algumas vezes, nos desgastamos para ajudar alguém a resolver um problema, ficamos exaustos, aproveitam de nossas idéias ou estudos, e no fim a pessoa não é grata. Mas ela não levou nossa inteligência, apenas o fruto de nosso raciocínio. Não construirá seu próprio discernimento agindo assim, e a vida cobrará coerência ao que ela levou. Após alguns dias, nós teremos a capacidade de resolver problemas, e um dhama. Ela, não.
Com o Amor é a mesma coisa. O Amor era nosso, e estará aqui. Não o levam embora, não há como. Era o nosso, apenas compartilhamos. Levaram seus frutos, e não a capacidade de amar. Nós é que crescemos por Amar. A vida é amor, somos frutos dele, Deus é Amor. Ir contra o Amor, talvez, seja ir contra a vida e seu fluxo. O outro também se modificou, e se colheu karmas ou dharmas com isso é o seu processo, não nos cabe julgar - chegamos aqui por amor.
O resto, o tempo conserta. Não é vingança ou cobrança, é psicanaliticamente matemático: Não há como o erguido pelo amor prosseguir do mesmo modo esperando ser sustentado pelo que negou. Afinal, suas escolhas antigas não foram fruto do acaso, mas de seu próprio processo inconsciente. Este muda sim por atitudes e consciência, mas não por descasos, injustiças, reações e agressões ao amor - ao contrário. Não é "karma", ou pelo menos não só: Sem o que lhe dava centro e apoio, a possibilidade de voltar a repetir padrões antigos, ou de encontrar o oposto extremo daquilo que rejeitou é grande.
É por isso que, de mil escolhas possíveis, quem nos injustiça escolhe sempre o que / quem mostrará no futuro quem realmente eramos nós. Vem alguém que repete o passado, os pais, ou quem inverte papéis. Parece mão de Deus, ironia do destino, praga, mas tem explicação. Não se chega ao certo errando, pelo menos não sem consciência.
Sente e espere. O tempo mostra quem é quem. Mas sem intenção de vingança - lembre-se que chegamos nisso... por Amor! A vingança espiritualista é crescer muito, amar muito, e lá adiante nem sequer (precisar) lembrar o que perdoar. Pelo mesmo mecanismo, nossos padrões de amor nos trazem... Amor. É o nosso processo e colheita. O da outra pessoa, é o dela, terá seu tempo. Estamos falando em Des Ilusão.
* trecho do texto retirado da coluna do site voadores (http://www.voadores.com.br) de autoria de Lázaro Freire, do ítem 'Quanto à sua dor'.
quinta-feira, 4 de março de 2010
A burrice como cicatriz
"Tente tirar uma cicatriz. Não vai conseguir fácil. Para tirar uma cicatriz, talvez tenha de fazer outra – uma cirurgia plástica que, enfim, nunca deixará de ser uma nova cicatriz".
*Trecho do texto retirado do blog do filásofo Paulo Ghiraldelli: http://ghiraldelli.pro.br/2010/03/burrice/